O quarto 217 cheirava a álcool e lençol limpo. Eu estava acordado demais para um paciente de observação. Foi quando a porta abriu e ela entrou.

Lara outra vez. Uniforme azul claro tão justo que o decote parecia uma armadilha. Os seios pesados empurravam o tecido. A calça marcava a virilha e o bumbum redondo a cada passo. Luvas azuis. Cabelo loiro solto. Aquele mesmo olhar de quem já decidiu o que vai acontecer.
— Sinais vitais — murmurou, fechando a porta com o quadril.
Ela não pegou o aparelho de pressão. Abaixou o leito, sentou na beira da cama e passou a mão enluvada pela minha coxa, devagar, como quem verifica se o paciente ainda reage. Reagi. Ela sorriu.
— Boa. Ainda funciona.
Lara subiu na cama de joelho, o uniforme esticando nas coxas. O decote caiu na minha cara. O calor da pele dela atravessava o tecido fino. Ela puxou o zíper do meu pijama hospitalar sem pressa, como se fosse parte do protocolo.

— Isso não vai para o prontuário — sussurrou no meu ouvido.
A boca dela desceu. Quente, molhada, lenta no começo e depois gulosa. Uma das luvas ficou no meu peito, a outra guiava a cabeça. O tecido azul do uniforme raspava nos meus joelhos. Eu sentia o volume dos seios balançando contra a minha barriga a cada movimento.
Quando ela se levantou para tirar a calça do uniforme, o bumbum apareceu inteiro, macio, marcado pela calcinha fio-dental branca. Lara se virou de costas, segurou a grade da cama e sentou em mim de uma vez. O gemido dela saiu baixo, controlado, de quem não quer que o plantão do corredor escute.
Ela cavalgou pesado. O uniforme ainda na parte de cima, os seios quase saltando do decote. A cada descida o quarto inteiro parecia tremer. Eu apertei as nádegas dela com as duas mãos e ela acelerou, molhada, apertada, gemendo meu nome entre os dentes.

— Mais fundo — pediu.
Eu segurei a cintura e empurrei até o fundo. Lara arqueou as costas, o cabelo loiro caindo para frente, o uniforme azul subindo nas costas. Gozei nela com ela ainda sentada, latejando. Ela não parou. Continuou rebolando até gozar em cima de mim, o corpo inteiro tremendo, a mão enluvada tapando a própria boca.
Depois, ainda ofegante, ela vestiu a calça de novo, ajeitou o decote e beijou minha boca com gosto de hospital e sexo.
— Se a pressão baixar de novo — disse, já na porta —, chama a enfermagem. Eu atendo.

