A sala cheirava a perfume doce e carpete novo. Letícia estava de pé no tapete branco, óculos pretos no rosto, celular dourado na mão — aquela selfie no espelho que ela mandou no Zap antes de eu chegar. O vestido azul clarinho colava em tudo: seios pesados abrindo o decote em V, a malha canelada marcando a cintura e o arredondado do bumbum. Os botões da frente já tinham desistido na metade.

Eu fechei a porta. Ela não pediu licença. Só virou de costas pro espelho, olhou por cima do ombro e falou baixo:
— Vai ficar olhando ou vai terminar o serviço desses botões?
Aproximei. Os seios quentes empurravam o tecido. Desabotoei um, dois, três — o quarto saltou sozinho. A boca dela encontrou a minha molhada, urgente. Passei a mão por baixo da barra curtíssima do vestido: não tinha calcinha. Só pele quente e molhada. Letícia gemeu no meu ouvido e puxou minha mão mais fundo.
— Assim… bem aí — sussurrou, rebolando na minha mão enquanto se olhava no espelho. — Quero ver sua cara quando eu gozar.
Virei ela de frente pro espelho, levantei o vestido até a cintura e entrei de uma vez. O óculos embaçou. Os seios balançavam a cada estocada. Ela gozou primeiro, gemendo alto, as unhas nas minhas costas. Eu gozei logo depois, fundo, ainda olhando os dois no espelho — o vestido azul amassado na cintura, o tapete branco, e Letícia sorrindo safada com o batom borrado.
— Próxima selfie — falou ofegante — a gente tira juntos.

